Nos anais da história canina, nunca um cão matou seu semelhante e deu para outro ser de espécie distinta, tampouco da mesma, comer, porém, já o ser humano...Infelizmente, não podemos afirmar o mesmo concernente ao ser, dito, humano, pois este é capaz de grandes feitos e proezas, contudo, também de atitudes deploráveis, as quais tornam-se, por mais triste que seja constatar, frequentes. Assim, com pesar, corroboro com o famigerado escritor português, único Nobel da Língua Portuguesa, o qual diz que saberemos cada vez menos o que é um ser humano. Ademais, acrescento, humildemente, será o ser ainda humano ou a “humanidade” perdeu completamente, ou parcialmente, o adjetivo humano?
Essa e outras perguntas “pipocam” ao cotidiano, já as respostas vão se esvaindo e quando são “fortes”, demonstram-se, tacitamente, sussurradas como soluções gritadas no deserto, ecoadas para o mundo, ouvidas por ninguém, quiçá nem sequer pelos céus.
PS: Este assunto, o qual não preciso ser explícito para todos entenderem, já está mais do que batido, todavia, eu não havia comentado, portando resolvi abordá-lo, mas de maneira distinta. Deixo, assim, minha indignação.
Qual é o caminho da humanidade?! E retomando aquela vetusta música do Lulu Santos, contesto: Será assim que, infelizmente, caminha a humanidade?!
domingo, 25 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Não é de Dirceu
Não sou Tomás
Não sou Antônio
Não sou Gonzaga
Tampouco inconfidente
Mas meu amor é assaz
Sou, porém, anônimo
E ela minha mulher amada
Destarte, deixa-me contente
Seu nome é homônimo
Ela não é de Dirceu
O que me faz querer mais
Como ela não é dele
Procuro ser o antônimo
Pois, Dela sou eu
Não sou Antônio
Não sou Gonzaga
Tampouco inconfidente
Mas meu amor é assaz
Sou, porém, anônimo
E ela minha mulher amada
Destarte, deixa-me contente
Seu nome é homônimo
Ela não é de Dirceu
O que me faz querer mais
Como ela não é dele
Procuro ser o antônimo
Pois, Dela sou eu
PS: Desculpo-me, com os, poucos, que lêem e estimam este, inexpressivo, blogue, pelo atraso da postagem, mas esse ocorreu em razão de problemas técnicos.
domingo, 27 de junho de 2010
Homenagem a José Saramago
Decerto, essa minha homenagem não é nada, uma vez que não terá, obviamente, repercussão (e nem tenciona a ter) e torna-se ainda mais insignificante porque, como tantas outras, é pós-morte. Todavia, por ter grande estima a esse escritor, único nobel da língua portuguesa até então, e leitor de suas obras, faço uma singela homenagem.
Faço-a porquanto considero que cresci como agente humano depois de ler José Saramago, uma vez que sua visão crítica do mundo contemporâneo alertou-me sobre inúmeras situações, que muito provavelmente não as veria sozinho e se pudesse ver, demoraria, certamente, muito mais.
Assim, sem mais tergiversações, deixarei para a reflexão de todos duas epígrafes de dois livros do autor, deixo claro que por escolhê-las, não as considero melhor que as demais, somente optei por elas, como poderia ter sido outras tantas desse notável escritor. Elas são respectivamente dos livros, "Todos os nomes" (1997) e "Ensaio sobre a cegueira" (1995).
Conheces o nome que te deram, não conheces o nome que tens. - Livro das Evidências.
Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara. - Livro dos Conselhos.
Ambas, creio, valem o deleite literário e a reflexão humanística.
Faço-a porquanto considero que cresci como agente humano depois de ler José Saramago, uma vez que sua visão crítica do mundo contemporâneo alertou-me sobre inúmeras situações, que muito provavelmente não as veria sozinho e se pudesse ver, demoraria, certamente, muito mais.
Assim, sem mais tergiversações, deixarei para a reflexão de todos duas epígrafes de dois livros do autor, deixo claro que por escolhê-las, não as considero melhor que as demais, somente optei por elas, como poderia ter sido outras tantas desse notável escritor. Elas são respectivamente dos livros, "Todos os nomes" (1997) e "Ensaio sobre a cegueira" (1995).
Conheces o nome que te deram, não conheces o nome que tens. - Livro das Evidências.
Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara. - Livro dos Conselhos.
Ambas, creio, valem o deleite literário e a reflexão humanística.
domingo, 13 de junho de 2010
Quem precisa de salvação?
Ressalva: Se fores patriota de seleção brasileira, por favor, ignore-me ou então nem inicie a leitura das alíneas vindouras, pois para você será uma ofensa inenarrável. Ademais, quero deixar bem claro, que não sou contra eventos esportivos ainda mais os envolventes ao mundo, tampouco sou contra o futebol, muito pelo contrário, o esporte bretão é intrínseco às minhas veias, pulsa nelas juntamente ao meu sangue. Logo, espero que não levem como um, reducionista, pessimismo ontológico.
Pronto. O circo está armado. O carnaval iniciou-se.
Em intervalos de quatro anos, o Brasil, simplesmente, para, ou melhor, acorda para um pseudo, temporário, patriotismo, o que nos faz remeter à ideia de mais um carnaval a cada interlúdio deste. Somos definitivamente, assim, o país do feriado e carnaval muito mais do que o futebol propriamente dito, e a propósito para aqueles que não sabem, pesquisas comprovam que, em nosso país, apenas quarenta e poucos porcentos gostam e acompanham futebol, logo se corrobora a tese de que somos sim o país do carnaval e do feriado.
Pressuponho, então, que há esta mobilização porque existe uma identificação entre a seleção e o Brasil. Todavia, não duvido que essa ligação já tenha existido, porém hoje é inventada e trabalhada pelos meios de comunicação que, de certa maneira, manietam o povo. Suscito uma pergunta, dessa forma: O que é o Brasil, e o que é a seleção? Sugiro a reflexão.
Após esta, vejo uma dicotomia e uma distância colossal entre elas. Não sei ao certo, logo, se a seleção não representa o Brasil ou se o Brasil não é representado pela seleção. Vejamos bem, isto se evidencia ao passo que a maioria dos jogadores da Seleção não mora no país, não falam, cotidianamente, nossa língua, não usam a mesma moeda que nós, tem hábitos culturais diferentes e não raramente, sequer, desejam voltar ao Brasil.
Destarte, quando a seleção está em campo não enxergo o Brasil, pelo contrário, vejo um Brasil fora dele e este com fome, na miséria, sem educação, e por que não sem liberdade, uma vez que de liberdade depreende-se ter direito à saúde, cultura entre outras coisas. Lembro-me, portanto, de Gabriel O Pensador que diz: “Futebol não se aprende na escola, por isso que o Brasil é bom de bola”; certamente, senão, seríamos com a bola, nos pés, analfabetos funcionais.
Porém, assim vive o pseudo patriotismo e a cegueira total, pergunto-me, então, quantas bandeiras resistirão se houver uma eliminação precoce? Sugiro, logo, ignorarmos a seleção e nos preocuparmos com aqueles que querem os nossos olhos, somente, na seleção e investem na alienação. Por fim, invoco uma bandeira que representou e sempre representará o Brasil, trata-se de Manuel, sim, Manuel Bandeira. Se fosse, ele, vivo perguntaria, se Pasárgada é melhor e se há lugar para todos lá. Pois, melhor seria irmos para Pasárgada, porquanto lá ninguém quereria a salvação da seleção.
Pronto. O circo está armado. O carnaval iniciou-se.
Em intervalos de quatro anos, o Brasil, simplesmente, para, ou melhor, acorda para um pseudo, temporário, patriotismo, o que nos faz remeter à ideia de mais um carnaval a cada interlúdio deste. Somos definitivamente, assim, o país do feriado e carnaval muito mais do que o futebol propriamente dito, e a propósito para aqueles que não sabem, pesquisas comprovam que, em nosso país, apenas quarenta e poucos porcentos gostam e acompanham futebol, logo se corrobora a tese de que somos sim o país do carnaval e do feriado.
Pressuponho, então, que há esta mobilização porque existe uma identificação entre a seleção e o Brasil. Todavia, não duvido que essa ligação já tenha existido, porém hoje é inventada e trabalhada pelos meios de comunicação que, de certa maneira, manietam o povo. Suscito uma pergunta, dessa forma: O que é o Brasil, e o que é a seleção? Sugiro a reflexão.
Após esta, vejo uma dicotomia e uma distância colossal entre elas. Não sei ao certo, logo, se a seleção não representa o Brasil ou se o Brasil não é representado pela seleção. Vejamos bem, isto se evidencia ao passo que a maioria dos jogadores da Seleção não mora no país, não falam, cotidianamente, nossa língua, não usam a mesma moeda que nós, tem hábitos culturais diferentes e não raramente, sequer, desejam voltar ao Brasil.
Destarte, quando a seleção está em campo não enxergo o Brasil, pelo contrário, vejo um Brasil fora dele e este com fome, na miséria, sem educação, e por que não sem liberdade, uma vez que de liberdade depreende-se ter direito à saúde, cultura entre outras coisas. Lembro-me, portanto, de Gabriel O Pensador que diz: “Futebol não se aprende na escola, por isso que o Brasil é bom de bola”; certamente, senão, seríamos com a bola, nos pés, analfabetos funcionais.
Porém, assim vive o pseudo patriotismo e a cegueira total, pergunto-me, então, quantas bandeiras resistirão se houver uma eliminação precoce? Sugiro, logo, ignorarmos a seleção e nos preocuparmos com aqueles que querem os nossos olhos, somente, na seleção e investem na alienação. Por fim, invoco uma bandeira que representou e sempre representará o Brasil, trata-se de Manuel, sim, Manuel Bandeira. Se fosse, ele, vivo perguntaria, se Pasárgada é melhor e se há lugar para todos lá. Pois, melhor seria irmos para Pasárgada, porquanto lá ninguém quereria a salvação da seleção.
domingo, 30 de maio de 2010
A – sua – frustração
Jamais terei a intenção de ofender alguém, porém admito que as palavras e as opiniões ofendem os outros, sobretudo quando divergem desses. Não obstante, desculpo-me de antemão, caso nas alíneas vindouras eu ofenda. Aconselho, ainda, se não gostar de minhas opiniões ou idéias não voltar mais e tampouco comentar, pois poucas respostas são tão eloqüentes quanto o silêncio ou tão verdadeiras quanto à indiferença. Dito isto, discorrerei acerco do título proposto, ajeite a cadeira, leia e reflita.
Este substantivo utilizado, no título, para principiar minha elucidação é altamente reflexivo, uma vez que por mais que pessoas costumeiramente se dizem frustradas com algo ou com alguém, na verdade não estão, visto que elas encontram-se frustradas com elas próprias. Posto que, o fenômeno da frustração caracteriza-se por alguém ansiar, desejar e, sobretudo, criar expectativa, em excesso, a respeito de algo ou alguma pessoa e posteriormente não ser correspondido, portanto a partir deste momento liga o seu sentimento a coisa, quando de fato não foi/é.
Destarte, demonstra-se patente dois fenômenos da frustração, um diz respeito a alijar-se da culpa por esperar em demasia quando não devia e outro é encontrar algo/alguém para transferir esta culpa, os quais, ambos os fenômenos, acabam por coincidir, porquanto a referida frustrada desobriga-se do mal que fez a si mesma, sem perceber. Logo, evidencia-se a natureza reflexiva da frustração/culpa e caso ela não criasse tamanha expectativa não tivesse feito mal aos dois, sobretudo a ela, e assim, quem sabe, teria vivido outra história.
Somos sapientes, todavia, que o empirismo nos ensina bastante e, de modo geral, devemos usá-lo como panaceia, pois desta maneira usaríamos do racionalismo para não desejar em excesso o que não é possível ter e caso, ainda assim, fizéssemos, não procurássemos algo para transferir a responsabilidade, e sim, reconhecêssemos em nós a frustração, pois esta quer queiramos ou não, é reflexiva.
A meu modo de ver, portanto, ao menos, evidencia-se que somos seres humanos e obviamente nos caracterizamos pela emoção, porém devemos usar a capacidade de termos um telencéfalo desenvolvido e os polegares opositores e ligarmos a esta emoção inerente a nossa cognição, com finalidade de usufruirmos melhor da própria emoção, e não maculá-la. Desta forma, o elo entre capacidade de raciocínio e emoção nos elevaria, e nos tornaria mais felizes – ou menos infelizes – e mais capazes, e, quem sabe, amores perdurassem, ao invés de terminarem abruptamente, como um texto que termina em uma vírgula, ao invés do ponto final. E, mormente, quem sabe ela não veja aquilo como uma vírgula, em detrimento a um ponto final, ou, ainda, um ponto e vírgula a espera do recomeço.
Este substantivo utilizado, no título, para principiar minha elucidação é altamente reflexivo, uma vez que por mais que pessoas costumeiramente se dizem frustradas com algo ou com alguém, na verdade não estão, visto que elas encontram-se frustradas com elas próprias. Posto que, o fenômeno da frustração caracteriza-se por alguém ansiar, desejar e, sobretudo, criar expectativa, em excesso, a respeito de algo ou alguma pessoa e posteriormente não ser correspondido, portanto a partir deste momento liga o seu sentimento a coisa, quando de fato não foi/é.
Destarte, demonstra-se patente dois fenômenos da frustração, um diz respeito a alijar-se da culpa por esperar em demasia quando não devia e outro é encontrar algo/alguém para transferir esta culpa, os quais, ambos os fenômenos, acabam por coincidir, porquanto a referida frustrada desobriga-se do mal que fez a si mesma, sem perceber. Logo, evidencia-se a natureza reflexiva da frustração/culpa e caso ela não criasse tamanha expectativa não tivesse feito mal aos dois, sobretudo a ela, e assim, quem sabe, teria vivido outra história.
Somos sapientes, todavia, que o empirismo nos ensina bastante e, de modo geral, devemos usá-lo como panaceia, pois desta maneira usaríamos do racionalismo para não desejar em excesso o que não é possível ter e caso, ainda assim, fizéssemos, não procurássemos algo para transferir a responsabilidade, e sim, reconhecêssemos em nós a frustração, pois esta quer queiramos ou não, é reflexiva.
A meu modo de ver, portanto, ao menos, evidencia-se que somos seres humanos e obviamente nos caracterizamos pela emoção, porém devemos usar a capacidade de termos um telencéfalo desenvolvido e os polegares opositores e ligarmos a esta emoção inerente a nossa cognição, com finalidade de usufruirmos melhor da própria emoção, e não maculá-la. Desta forma, o elo entre capacidade de raciocínio e emoção nos elevaria, e nos tornaria mais felizes – ou menos infelizes – e mais capazes, e, quem sabe, amores perdurassem, ao invés de terminarem abruptamente, como um texto que termina em uma vírgula, ao invés do ponto final. E, mormente, quem sabe ela não veja aquilo como uma vírgula, em detrimento a um ponto final, ou, ainda, um ponto e vírgula a espera do recomeço.
domingo, 16 de maio de 2010
Aprendizagem
Temos que aprender a usufruir cada momento de nossas vidas, seja ele o ócio ou o mais penoso trabalho. Porque, decerto, quando tivermos um, sentiremos a ausência do outro, porém se os conhecermos bem nos contentaremos com qualquer um que se encontrar em nossas mãos.
domingo, 2 de maio de 2010
Que fortaleza?
A fortaleza humana é a mais fraca de todas, simultaneamente forte a grandes desafios é vulnerável a substâncias microscópicas, as quais podem abreviar a existência. Contudo, nem assim perde sua arrogância, apenas quando de fato, realmente, padece, pois então encontra a humildade e tenta desculpar-se, ainda que tarde seja, de sua presunção, intolerância e maldades, recorrentes como agente humano.
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