domingo, 16 de dezembro de 2018

O cotidiano...


Eles trocam olhares, olhares sinceros, mas discretos, não podem passar disso. Se beijam nesses olhares, se abraçam e se cumprimentam com os olhos, em meio a uma multidão que é incapaz, seja pela discrição deles, seja por que às pessoas perderam a capacidade de entender o afeto, de notar o carinho e o "feeling" entre eles. Ela com um simples sorriso ilumina o dia dele como o sol de meio-dia e preenche o espírito dele como a lua cheia em plena meia-noite do verão carioca; ele, segundo ela, dá alegria ao dia dela, traz felicidade quando menos se espera, seja pelo seu jeito, seja pelo perfume dele que penetra nas profundezas d'alma dela, e ela mesmo sem um olfato apurado é capaz de perceber a presença dele, ainda que ele esteja ausente pelos corredores.
Assim, no silêncio cotidiano, eles se beijam com olhares, se abraçam com singelos apertos de mão, se notam na singularidade quando se cruzam pelos corredores; a multidão, por outro lado, fala, grita, se comunica por todos os meios de comunicação, mas esta multidão é incapaz de perceber e interpretar o silêncio que fala, o silêncio que beija, o silêncio que se expressa. É, apenas, mais um caso em que a multidão e o som se emudecem face a comunicação aguda, singela e profunda de olhares. É o curioso caso em que o silêncio fala mais, em quantidade e em qualidade, do que a multidão. Para muitos, somente, mais um caso de amor, para eles é um sentimento terno, tenha o nome que for.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Sobre estar ou não estar...



O amor é como a vida, ou está ou não está. Se você está, quer dizer que vive; se não está, significa que não habita mais esse imenso vale de lágrimas. E o amor igualmente.
Ou você ama, se faz presente, satisfaz o seu amor, fazendo-a contente; ou, se ausente, deixa claro que não há amor. Pois, como dito, o amor, assim como a vida, ou está ou não está.
Nunca, portanto, me deixe de dar o teu sorriso, porque posso até viver sem ar, mas sem o seu sorriso, nesta vida prefiro não estar.

domingo, 22 de outubro de 2017

E a saudade?!



A saudade é a presença da ausência, consolidando uma das singelas demonstrações de amor. A saudade decorre do amor tal como as lágrimas escorrem dos olhos. E, não raramente, os olhos ficam marejados pela saudade, seja no reencontro, matando a saudade, seja pela impossibilidade de fazê-la. Como se sabe, por vezes, a saudade é temporária, às vezes é perpétua. Mas, só há saudade, onde há amor. Se não posso ir contigo, independentemente, me leve em seu peito, para onde for.