sábado, 17 de outubro de 2009
Memórias de um cidadão comum
O egoísmo é marca daqueles que sequer se conhecem, e, muito provavelmente, por isso tenham medo de conhecer aos outros.
sábado, 10 de outubro de 2009
Vidas diferentes?
Por conseguinte, aquelas crianças, um garoto e uma garota, então, ainda aprendiam a falar, descobriam as primeiras amostras gratuitas da vida, conquanto tão cedo conheceram o seu oposto, a morte. Todavia, pequenos demais para entenderem e também para morrerem, foram sobrevivendo um com o outro, destarte a se descobrirem desde cedo, a qual desta luz podemos fazer a ilação sobre o sentimento cultivado entre eles, e de fato foi o companheirismo arraigado e o amor mais entranhado que se tem notícias.
Eles, assim sendo sob o nosso ponto de vista, pecaram os prazeres corporais desde cedo, quando os hormônios começam a entrar em ebulição, acerca disto também ignoravam, apenas eram tomados pela vontade e escolhas não tinham. A saber, devemos que igualmente aos pais não duraram muito, e primeiro ela se foi e por dores de ausência, solidão, e coração, porém nele verdadeiro como nunca se foi no mundo, ele finou-se por saudades. E até hoje não sabemos se essa real história inventaram ou aconteceu. Do mesmo modo que não sabemos se morreram por castigo divino ou por que é da natureza um dia, cedo ou tarde, findar-se.
sábado, 3 de outubro de 2009
Não se vive mais...
Portanto, ao sentir o vento gélido e feroz, da janela deste ônibus, reflito sobre a vida e pergunto-a se vale à pena sobreviver, se vale à pena “me morrer” cotidianamente, se vale a pena viver. A medida que, para mim, viver seria a harmonia plena de um dia de sol na praia e uma noite de luar as estrelas, entretanto mato-me, diariamente, fazendo algo não apetecido, a despeito de bastante aprendizado, mas espero a aposentadoria, pois nela almejo viver, no sentido cabal da palavra. Contudo, se “assassino-me” todos os dias para um dia, aquele restante, viver, talvez seja mais eficaz acreditar na sacrossanta igreja, a qual diz que ao morrer ascenderemos à vida eterna. Amém!
sábado, 26 de setembro de 2009
O céu
O meu pensamento ao léu
Avistava a crescente
E embaixo dela o mar
Formava com as estrelas o seu semblante
Permanecendo a brilhar
Os seus olhos claros, lindos e raros
Eu apenas em bobo apaixonado, como os loucos
E a noite crescia
A escuridão queria
À vista, a imagem da lua
Na mente, ela estava nua.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Um choro
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
O Brasil
Sem dente?
É criança!
Sem esperança.
Mas apaixonante,
Amante.
Sonho delirante,
Erro berrante.
Futuro?
Pra quê?
Somos um país dele!
E o povo ignorante.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Atemporal
Desejaria ver algum ano não chegar ao fim, e poderia ser esse ou o próximo ou, até mesmo, outro ano qualquer daqui um século, por exemplo. Mas antes de levantar a suspeita do desejo de uma vida eterna ou um ganho de experiência sem somar mais idade, peço para esquecer tal portento, pois minha idéia é abreviar os dias 31 de dezembro e 1 de janeiro – suplico remissão aos aniversariantes das datas – do calendário, a fim de tirarmos a ilusão das pessoas de “ano velho” e “ano novo”, porque a vida é um número de anos transcorridos coligidos como se fosse, somente, um ano.
Arriscaria-me, até, a vaticinar que se assim se sucedesse o ser humano seria menos acomodado, não esperaria o ano seguinte para protestar, se opor, argumentar, agir e, ato contínuo, fazer. De modo a não esperar sentado as mudanças da vida, sem aceitar respostas pré-fabricadas, sem ouvir conceitos formulados, não deixaria à cabeça uma solução divina ou qualquer outro poder transcendental, não teríamos músicas alienantes, não esperaríamos o “ano que vai nascer”, porquanto nascido para todo o sempre já estaria, e , por fim, mais duras fossem as circunstâncias, porém, seríamos mais independentes ou menos prisioneiros.
Talvez, se dessa forma ocorresse, viveríamos e não, apenas, olharíamos o constante movimento de vai e vem do pára-brisa, no qual se tornou o viver. Contudo, para não escorrer o costume e até mesmo me adiantar a ele, desejo a todos, embora no meio do ano, um próspero ano novo, neste vindouro, porque este vivente, você crê que acabou.